terça-feira, 19 de agosto de 2014

MONTANHISMO #adriano paiola


O montanhistmo pode ser definido como o ato de caminhar por montanhas ou qualquer lugar onde a única forma de acesso é através de nossas pernas, ou ainda, como um esporte competitivo que alia técnica a esforço físico na busca do prazer e bem estar caminhando por montanhas.

Seja lá qual a definição, o monhanhismo é uma atividade que proporciona um contato intimo com a natureza e, principalmente, como você mesmo.


O bojetivo é alcançar o topo da montanha usando as mais variadas técnicas de escaladas aliadas a conhecimento sobre navegação, meteorologia e primeiros socorros, alem de disposição física e equilíbrio psicológico. Dependendo da localização da montanha, o montanhismo é também chamado de andinismo (Cordilheira dos Andes), ou alpinismo (Alpes Europeus). No fundo, o intuito é o mesmo: superar limites e conquistar territórios.

Em algumas expedições, como para o Monte Everest (localizado a 8.872 metros de altitude) ou o K2, são necessários meses de preparação, muitos quilos de equipamentos e mantimentos e muita, mas muita determinação e disciplina. O montanhismo engloba vários esportes de aventura, pois para se locomover em territórios montanhosos muitas vezes se torna necessária a pratica de atividades como canoyning, rapel, trekking e principalmente a escalada. Existem basicamente sete modalidades de escalada: escalada alpina, escalada esportiva, escalada indoor, livre tradicional, artificial, boldering e big wall. Nesta ultima, o escalador chega ficar dias pendurado na corda e usa um tipo de barraca suspensa, protaledge, para dormir.

Para encarar esse esporte você precisa ser determinado e ter espírito aventureiro, além de respeitar a natureza e o seu limite. Essas são qualidades que tem de estar dentro de cada praticante. As ferramentas necessárias para encarar o esporte você encontra aqui neste blog.

HISTÓRIA DO MONTANHISMO
A procura pela montanha sempre faz parte da historia do homem. Para buscar abrigo, se proteger dos animais ou, como nos dias atuais, por pura diversão e aventura. O montanhismo nasceu nas Cordilheiras dos Alpes, na Europa em 1492, quando Antoine de Ville, apesar das crenças e supertições que dizia existir dragões e seres alienígenas nas montanhas, escalou o Monte Aiguille na França. Só quase 300 anos mais tarde, em 1744, ocorre a conquista do Monte Titlis, seguida dos Montes Buet, em 1779 e Velan mais tarde.

O marco do alpinismo moderno é, na verdade, datado de 08 de agosto de 1786, quando os franceses Michel Paccard e Jaques Balmat venceram o Mont Blanc, na Europa, com seus, até então magníficos, 4.807 m.

Em 1880 foi vencido o Chimborazo, nos Andes, 14 anos depois foi a vez do Aconcágua (maior pico das Américas – 6.959 m). O Kilimanjaro, na África, foi conquistado em 1889 e em 1913 foi escalado o Monte Mc Kinley (6.194 m) no Alasca.

O ponto mais alto da Terra, o Everest (8.872 m) foi conquistado pelo neozelandês Edmund Hillary e pelo nepalês Tensing Norkay em 1953.

NO BRASIL
Os precusores do montanhismo no Brasil foram os bandeirantes, que, com a intenção de ampliar os horizontes e desbravar o terreno desconhecido, encontraram pelo caminho picos e montanhas e tiveram de conquista-los. Na escalada, um dos primeiros registros encontrados é a subida da Pedra da Gávea (842 m), no Rio de Janeiro, em 1828, seguida da escalada do Pico das Agulhas Negras (2.791 m) em 1856. Em 1871, o Pão de Açúcar (396 m) foi conquistado por ingleses e, logo em seguida, por alunos da antiga academia militar numa demonstração de grande patriotismo. Quase quarenta anos mais tarde, foi realizada a escalada que é considerada um marco na historia do montanhismo brasileiro: a conquista do Dedo de Deus (1.692 m) no ano de 1912.

TERMINOLOGIA

Agarra: saliência na pedra usada para apoio e ascensão na pedra
Guia: é o escalador que vai a frente e monta o sistema de segurança. Geralmente é o mias experiente, pois é o que corre maior risco.
Ancoragem: local onde a corda é presa para que se execute o sistema de segurança. Pode ser feita em grampo, nut, chapeleta, friend em locais fixos, como uma arvore ou uma pedra. Necessita de dois pontos de fixação potencialmente seguros alem do back up.
Back Up: ponto extra de ancoragem que só entra em ação se um dos pontos da ancoragem que só entra em ação se um dos pontos da ancoragem principal se soltar.
Via: rota de escalada definida já feita por alguém
Conquista: nova via a ser escalada de baixo para cima com segurança feita por baixo. Pode apresentar diferentes níveis de dificuldade técnica e é batizada por quem a completou primeiro. Uma conquista pode levar anos para ser concluída e outra pessoa não pode terminá-la sem a autorização do escalador que iniciou.
Bivaque: em geral é a técnica de pernoite sem barraca. Na escalada é o pernoite na parede.
Portaledge: espécie de maca suspensa na corda usada para dormir na parede.
Grampear: instalar um grampo em uma rocha.
Negativo: inclinação na rocha maior do que 90º. Geralmente encontrada em vias difíceis que exigem muita técnica do escalador.
Chaminé: fenda na rocha tão larga a ponto de um escalador entrar nela por inteiro.
Solo: escalada sem corda de segurança, onde uma queda muito provavelmente levaria a morte.
Top-Rope: a corda passa por uma ancoragem no topo, tornando a atividade muito mais segura.
Crux: o auge da dificuldade de uma via.
Encardenar: completar a via do início ao fim sem cair.
Equalização: associação dos pontos de ancoragem de modo a distribuir a carga.
Estribo: apetrecho usado para escaladas artificiais, similar a uma escada, em que o escalador apoia os pés (geralmente feito de fitas).
Head Lamp: lanterna sob a cabeça deixando as mãos livres.
Limpa a Via: recolher o material de proteção instalado na via. É executado pelo ultimo escalador.
Retaza: recolher a folga da corda para evitar uma queda maior e de alto impacto.
Tiroleza: travessia horizontal em corda fixa suspensa do solo.

MODALIDADES DE ESCALADA:

Escalada esportiva:
A escalada esportiva é praticada geralmente em vias curta de aproximadamente 40 m, com alto grau de dificuldade técnica. As vias são grampeadas de cima para baixo em rapel e raramente se usa proteção móvel. Quando usadas, as ancoragens são previamente instaladas na rocha. O escalador sobe sem material de proteção e vai costurando a corda dos mosquetões já instalados à medida que ascende na rocha. A vantagem é que o escalador pode canalizar sua atenção para os movimentos e deixar de lado a preocupação com a queda que sempre está segura.

Escalada livre tradicional:
O objetivo dessa modalidade é escalar a via sem usar pontos de apoio artificiais. Na escalada livre, a ascensão é feita com segurança por baixo e geralmente em duplas. Cada escalador se prende em uma das pontas e o guia dá segurança por cima ao segundo escalador. Trocando de posições sempre que necessário. Apesar do uso da corda, essa modalidade pode apresentar um baixo grau de segurança. Essa é a forma mais comum de escalada no Brasil e exige conhecimento técnico e de equipamentos de segurança.

Escalada Indoor
Considerada uma sub-modalidade de escalada esportiva, é a forma mais segura de se escalar. São paredes construídas em lugares cobertos, simulnaod as mais variadas formas de rochas em placas e agarras artificiais, inclusive contendo desníveis, inclinações negativas, tetos e obstáculos. A escalada indoor serve de treinamento para o escalador, uma vez que as vias podem ser montadas com diferentes níveis de dificuldade técnica, exigindo cada vez mais do atleta. No Brasil existem algumas academias especializadas em escalada indoor que muitas vezes funcionam como porta de entrada para o montanhismo.

Escalada Artificial:
Não confunda com escalada em parede artificial. É o método pelo qual se escala trechos em que a escalada livre seria impossível. O escalador apoia-se em pontos artificiais colocados cuidadosamente por ele mesmo na rocha. É muito usada em big wall e exige uma enorme quantidade de equipamentos, além de muita meticulosidade dos praticantes.






Escalada Alpina:
É uma escalada mais complexa e de grande extensão, em paredes de difícil acesso e clima severo e que expõe intensamente o escalador às condições ambientais. Nesta modalidade são necessários conhecimentos de logística, meteorologia, navegação, nutrição e primeiros socorros, alem de uma certa habilidade do guia de encontrar o melhor caminho até o cume e avaliar as condições do gelo, evitando avalanches e gretas. É uma atividade que requer o uso de grande quantidade de equipamentos e mantimentos, pois pode durar vários dias. Se a montanha apresentar grandes altitudes, acima de 5.000 metros, se dá o nome de alta montanha. Em grandes altitudes, a escalada é extremamente dificultada pelos efeitos da pressão atmosférica, que podem causar desde dores de cabeça fortíssimas e enjoos a edemas, que podem levar até a morte do escalador.

Big Wall:
Modalidade de escalada em vias longas (mais de um dia), cuja principal característica é o palnejamento logístico, pois a quantidade de equipamentos envolvidos é muito grande. Exige técnicas de escalada livre e artificial, ou seja, usam-se não apenas os recursos físicos, como também os equipamentos de escalada. É considerada uma das mais arriscadas modalidades da escalada, onde o escalador passa dias pendurado no paredão de pedra e tem sempre de ficar atento, pois qualquer deslize pode ser fatal.

Bouldering
O boudering é uma modalidade que requer um alto nível técnico do escalador. As escaladas são feitas sem o uso da corda e em lances extrememente difíceis, a poucos metros do chão. As quedas são frequentes e fazer parte da atividade, porm, é pouco provável que alguém se machuque seriamente. Aconselha-se remover as pedras soltas do chão e ter sempre alguém por perto para evitar que o escalador caia de mal jeito.




EQUIPAMENTOS PARA ESCALADA

Cordas: As cordas modernas feitas de fibra de materiais sintéticos como nylon, perlon ou poliamida, por serem mais leves e absorverem pouca água.

Cadeirinha ou Baudrier: A cadeirinha nada mais é do que um cinto com extensões às pernas que permitem que o escalador fique pendurado na corda, dividindo seu peso entre as pernas e a cintura. A vida útil de uma cadeira é de no Maximo cinco anos (cmo a maioria dos equipamentos de escalada.

Mosquetoes: os mosquetões são peças de conexão entre os equipamentos de escalada, feitas de duralumínio ou aço. Possuem diversos formatos para usos distintos e cada formato tem uma resistência diferente. Evite derrubar seu mosquetão de uma altura de mais de dois metros, pois podem ocorrer microfissuras que comprometem seu desempenho.

Apetrechos para Rapel e Segurança: são aparelhos denominados freios de descida, que reduzem a velocidade ou param por completo o escalador, aumentando a função e o contato com a corda. Existem basicamente quatro tipo.

1-     Oito: o mais usado no Brasil. Ele é muito simples e vesátil;
2-     Bolachas: placas que são colocadas em uma das aberturas e presas ao mosquetão de rosca. São travadas com facilidade e fazem com que a corda corra bem;
3-     ATC: é uma variação mais moderna da bolacha
4-     Grigri: mais sofisticado, tem ser funcionamento semelhante ao de um cinto de segurança de automóveis (trava automática)

Magnésio: tem a função de manter as Maos secas e aumentar a aderência com a rocha enquanto você escala. Algumas escolas de escalada são contra seu uso por ser uma substancia poluente.

Capacetes: os capacetes são equipamentos indispensáveis ao escalado que preza pela sua segurança. Ele pode lhe salvar da morte num tombo e evitar que se machuque com as pedras que caem La de cima, comumente 
derrubadas pelo guia.

Sapatilhas: existem diferentes tipos de sapatilhas, cada qual, com suma utilidade diferente. Umas são extremamente flexíveis para aumentar a aderência com a rocha, outras devem ser mais duras para que o escalador possa apoiar=-se em pequenas saliências. Existem ainda aquelas mais finas permitindo que o escalador sinta melhor as rochas, tateando-as com as solas dos pés.

15 DICAS DE ESCALADA


1-     Sempre tenha certeza de estar conectado ao sistema de segurança, com backup e redundância;
2-     Não confie cegamente em equipamentos fixos à rocha
3-     Revise nós e fivelas da cadeirinha
4-     Cuidado com pedras e blocos soltos
5-     Nunca chegue perto de uma beirada sem estar ancorado
6-     Não confie em fitas e cordins de abandono, pois eles podem estar lá já há muito tempo.
7-     Ate um nó na ponta da corda quando for rapelar e não confie em marcas de fita adesiva na corda;
8-     Quanto for dando segurança, ate um nó na ponta da corda;
9-     Faça uma inspeção no equipamento após o uso;
10-  Fique atento a meteorologia;
11-  Comunique planos, itinerários e previsões de retorno a alguém;
12-  Aventure-se sempre com mais alguém;
13-  Realize um bom curso antes de sair por aí escalando
14-  Conheça bem o seu parceiro de escalada;
15-  Use sempre equipamento homologados por alguma entidade do meio.

Pontos para Montanhismo (trekking)


São Paulo
Pico dos Marins (2.420 m) – Piquete
Pedra da Mina (2.798 m) – Queluz
Pico dos Três Estados – SP/MG/RJ (2.665 m) – Queluz 
São Paulo
Pico dos Marins (2.420 m) – Piquete
Pedra da Mina (2.798 m) – Queluz
Pico dos Três Estados – SP/MG/RJ (2.665 m) – Queluz 



Rio de Janeiro
Pico das Agulhas Negras (2.792 m) – Resende
Pedra do Sino (2.670 m) – Itatiaia
Rio de Janeiro
Pico das Agulhas Negras (2.792 m) – Resende
Pedra do Sino (2.670 m) – Itatiaia

Espirito Santo
Pico da Bandeira (2.871 m) - Caparaó
Espirito Santo
Pico da Bandeira (2.871 m) - Caparaó





Pontos de Escalada no Brasil
São Paulo
Pedra do Baú - São Bento do Sapucaí
Pedra Grande - Atibaia
Guaraiúva - Bragança Paulista

São Paulo
Pedra do Baú - São Bento do Sapucaí
Pedra Grande - Atibaia
Guaraiúva - Bragança Paulista


Paraná
Marumbi – Morretes
Anhangava – Quatro Barras
Paraná
Marumbi – Morretes
Anhangava – Quatro Barras




Minas Gerais
Serra do Cipó – Lagoa Santa
Lapinha – Lagoa Santa
Minas Gerais
Serra do Cipó – Lagoa Santa
Lapinha – Lagoa Santa




Rio de Janeiro
Pão de Açucar – Rio de Janeiro
Corcovado – Rio de Janeiro 
Rio de Janeiro
Pão de Açucar – Rio de Janeiro
Corcovado – Rio de Janeiro 





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domingo, 17 de agosto de 2014

SNOW SPORTS #adriano paiola


Moramos em uma país tropical que prima por suas elevadas temperaturas, pela beleza de suas praias e a diversidade da fauna e flora. Aqui, gelo só em copos de batidas, caipirinhas e whisky. Neve então... nem pensar.

Apesar das impossibilidades e da distancia, os esportes de neve vem conquistando mais adeptos brasileiros a cada ano. Esse sucesso todo pode ser exlicado basicamente por dois fatores.

1-   Hoje em dia existem agencias que possibilitam o acesso a neve por custos menores
2-   A inegável capacidade que as diferentes modalidades de esportes na neve tem de seduzir e apaixonar, proporcionando aos praticantes as mais prazerosas sensações.

Dentre as modalidades, as mais praticadas pelos brasileiros são o bom e velho esqui e o snowboard, que apesar de ser um esporte moderno, já é febre nas estações do mundo inteiro.

Além das boas sensações do esporte, frequentar o ambiente de uma estação de esqui significa estar em contato com a natureza agressiva das montanhas, com muita aventura e muita diversão. O colorido das roupas contrasta com o branco da neve e o profundo silencio da montanha, tornam cada praticante um ser único, que cria suas rotas e manobras como deseja, sentindo-se livre e realizado.


Este blog tem como objetivo dar uma visão geral do que pode ser praticado na neve e também mostrar que o fato de morarmos no Brasil, não torna os esportes de neve um sonho inalcançável. Para quem já esquiou e para quem pretende experimentar, aqui vai um guia super útil.